Em 31 de Janeiro de 1951, datação convencionada e aceita no mundo ocidental, ( e de forma totalmente arbitrária, diga-se de passagem, já que a origem desta famigerada datação está incorreta) nascia na cidade de Tobias Barreto, estado de Sergipe, o cidadão a quem deram o nome de João Bosco de Oliveira (a mãe dele garante de pés juntos que não sabia que a dita data é dedicada ao santo católico de mesmo nome; coisas de gente nordestina mesmo). A referida cidade situa-se às margens do rio Real, marco de fronteira entre os estados da Bahia e o já citado Sergipe. De Real, nome cheio de pompa (coitado do Pompeu!), o dito rio só tem o nome; hoje não passa de um filete líquido arrastando-se penosamente pelas terras quentes do agreste sertanejo, até desembocar no oceano Atlântico, (onde recupera vida ao contato com a revivescente água que tanta falta lhe faz em seu torturante percurso, qual moribundo retornando à vida já dada como finda) na localidade paradisíaca de Mangue Seco. O cidadão em questão, viveu por alí até meados de 1960, mudando-se com os avós maternos para as plagas mais amenas do Sul da Bahia, repositório do ouro verde - o cacau. Ali, tomou contato com a natureza luxuriante própria da região cacaueira (que tantos livros deu ao lume Jorge Amado e outros). Rios caudalosos, arvores em
abundância e uma fauna riquíssima - exatamente o oposto do Sertão natal, seco de corações e mentes que casam perfeitamente com a aridez da terra. Aridez esta magistralmente descrita por Euclides da Cunha em "Os Sertões"! O choque causado pelas diferenças, tanto de sotaques, como o restante já explanado, tornaram o nosso cidadão um ser prediposto ao encontro de coisas
novas, tendo a liberdade como bandeira principal.
Na contínua busca por novidades, deu o dito com os costados na
cidade de São Paulo, por volta do ano de 1969, em plena vigência da não ainda digerida ditadura militar - de triste e infausta (infame também!) memória. Depois de alguns anos vivendo na capital paulista, o nosso pretendente a cidadão do mundo (o mundo, por enquanto resume-se ao Brasil) mudou-se para a cidade interiorana de São José dos Campos, (haja santo!) onde se encontra até a presente data. É óbvio que vários e intrigantes acontecimentos (sucessos, como diria Miguel de Cervantes em seu Dom Quixote) ocorreram neste intervalo de tempo, o que só veio agregar mais facetas à já variegada personalidade do cidadão aqui
apresentado. Achei de bom alvitre, apresentar aos demais membros da confraria (com todo o peso de irmanamento que a palavra carrega) os dados formadores da personalidade deste missivista,
Todo este caudal de acontecimentos, gerou a personalidade
combativa nascida na região dos calumbizeiros - dos quais usurpou o nickname (chique, esta era da internet!), acrescendo-o com o Dharma bhúdico (o cara quer mesmo ser diferente!), este que agora a vós se apresenta.
Este é para todos, aos quais desejo o gozo de Paz Profunda que traz o desapego e a iluminaçao tão almejada,